Páginas

ALUNA: Júlia Yone da Silva Pereira – 8ª B



Amazônia, 22 de Março de 2011.

Caro amigo,

Estamos no ano de 2011 e hoje em dia está cada vez mais difícil a vida para mim. Escrevo-lhe esta carta para lhe contar a minha situação. Meu nome é Jacarandá e vivo na floresta amazônica; tenho que admitir que já sou velha e tenho muita história para contar.
Havia um fazendeiro que queria possuir árvores em suas terras, que eram extensas, então ele resolveu plantar uma por uma. Foi aí que eu nasci, no finalzinho do ano 1971. Fui crescendo e o fazendeiro todos os dias nos olhava e regava o que para ele seria uma pequena floresta particular. Observava passo a passo nosso desenvolvimento e até que enfim, eu cresci.
               Estranhei porque meu velho fazendeiro não mais visitava suas árvores, então o passarinho bem-te-vi, chegou trazendo notícias: ele havia falecido, vítima de grave doença.
               Ah! Eu fiquei muito triste, a minha infância toda fora acompanhada por ele, mas infelizmente ele nos deixou.
Anos se passaram e as terras do velho fazendeiro estavam cheias de árvores e plantas verdinhas, que estavam dando vida àquele lugar. Sentia-me,  porém, desprotegida e previa que algo iria acontecer.
Um dia, vi um grande fumaceiro lá no outro lado da mata, não sabia bem o que era, mas senti que não era bom. Mais tarde, vi uns homens passando e segurando alguns galhos de árvore nas mãos, eles comentaram que no dia seguinte voltariam. Senti muito medo. O que viriam fazer?
Logo descobri: estavam derrubando as mais belas árvores e queimando-as para plantar capim pra um grande rebanho.
A velha floresta do fazendeiro está completamente destruída, alguns meses atrás, os homens retornaram lá em nossa casa e levaram algumas amigas bem próximas que eu tinha, não sei até quando eu vou durar; eles avançam na sua obra macabra e estou apavorada. Ó meu amigo ajude-me, aproveite que o céu ainda está azul, e saiba que a esperança nunca vai morrer!
Fale com os tais homens para que eles se conscientizem e, ao invés de cortarem uma  árvore, plantem dez; assim ficaria mais fácil. Você já pensou o que seria deles sem todas nós, vocês sabem que temos e damos vários benefícios e um deles é o precioso ar que vocês respiram: o oxigênio. Olha amigo, diz para eles terem carinho e zelo por nós; eu sempre lembro quando o meu fazendeiro sentava à sombra de minhas folhas e cochilava por várias horas ouvindo o canto das gaivotas e dos pássaros. Não se esqueça que nós também regulamos o clima, não só da floresta como também das cidades.
Por favor, eu lhes imploro que conversem com aqueles homens importantes, talvez eles ouçam vocês e tragam alguma solução para o meu problema, eu espero e quero respostas!
É um grande desafio, mas pensem comigo... um mundo sem árvores seria muito triste, carregado de maus presságios, e sem vida eu sei que nenhum de vocês gostaria de viver num mundo assim.
Não esqueça, o meu pedido é urgente! Dê-nos mais uma chance, e lembre-se que ainda há tempo. Só não sabemos quanto...

 Um abraço carinhoso de uma árvore solitária que precisa de você.

0 comentários: