Assim é o romance de Graciliano Ramos:
uma enorme mistura de encanto e aflição. A narrativa começa com o sofrimento de
Fabiano, Sinhá Vitória e seus filhos, que estão sendo perseguidos pela seca,
sempre na companhia da fiel cadela Baleia. A narrativa gira em torno da
história de vida de Fabiano, levando o leitor a ter consciência do que se passa
na mente de um homem que conta apenas com a própria sorte para escapar da terrível
seca.
Graciliano Ramos, alagoano da cidade de
Quebrangulo, é o mestre do Modernismo brasileiro.
Entre suas obras, podemos
citar Caetés (1930) - o primeiro da sua história literária
– seguido de Angústia (1936), que foi escrito durante sua estadia na
prisão do Rio de Janeiro. Foi em 1938 que publicou o livro que vos falo,
despertando diversos elogios de vários críticos.
Vidas
Secas é o único livro de Graciliano escrito em terceira
pessoa, e possui um tom crítico, sendo que denuncia uma realidade comum na
época em que se passa, e comum também nos dias de hoje, o que oferece um tom de
atualidade à obra. O tema principal do livro, a seca, tem como objetivo
denunciar a realidade de milhares de brasileiros, que
Graciliano abusa do sentimentalismo,
despertando emoções diversas nos leitores. O capitulo mais impactante é, sem
dúvidas, Baleia, capítulo este que se
originou de um conto homônimo do autor, publicado em um jornal carioca. Uma
morte inesperada abala o trecho, causando grande surpresa ao leitor.
Vidas secas e também outras obras de
Graciliano tiveram sua adaptação para o cinema. Tanto o livro como o filme são ótimas
indicações para aqueles que apreciam uma clássica obra da literatura
brasileira.
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